{"id":723,"date":"2018-11-07T12:08:43","date_gmt":"2018-11-07T14:08:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.mixbrasil.org.br\/26\/26\/?p=723"},"modified":"2018-11-07T12:57:38","modified_gmt":"2018-11-07T14:57:38","slug":"identidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acervo.mixbrasil.org.br\/26\/identidade\/","title":{"rendered":"IDENTIDADE"},"content":{"rendered":"<p><strong>Curadoria das mesas:<\/strong>\u00a0PAJUB\u00c1 + PERIFERIA TRANS + ETERNAMENTE SOU<\/p>\n<p><strong>Nem um quilo a menos: contra a gordofobia<\/strong><br \/>\n<strong>no meio LGBTI+<br \/>\n<\/strong>DEBATE<br \/>\nMuito se pergunta: \u201cVoc\u00ea beijaria uma pessoa gorda?\u201d. Mas talvez a pergunta correta seja: \u201cUma pessoa gorda beijaria voc\u00ea?\u201d. O fato \u00e9 que, mesmo com um grau alt\u00edssimo de gordofobia na nossa comunidade, LGBTI+ gordas est\u00e3o resistindo, se amando e encontrando espa\u00e7os de afetividade e desejo. Essa mesa \u00e9 tamb\u00e9m um manifesto: o corpo gordo \u00e9 lindo e voc\u00eas v\u00e3o ter que aceitar.<\/p>\n<p>#Quest\u00e3oDeSa\u00fade? Ser\u00e1 mesmo que gordo \u00e9 necessariamente sin\u00f4nimo de n\u00e3o estar<br \/>\nsaud\u00e1vel? Uma pessoa magra e sedent\u00e1ria \u00e9 mais saud\u00e1vel que uma gorda atleta?<br \/>\n#GordaBeyonc\u00e9 Mas, quando estar gordo pode relacionar-se a um problema de sa\u00fade,<br \/>\ncomo falar disso sem cair em armadilhas gordof\u00f3bicas? Ou, pior, quais os riscos de fazer a gorda<br \/>\nBeyonc\u00e9 e n\u00e3o falar sobre nossas vulnerabilidades?<br \/>\n#Est\u00e9ticaGorda At\u00e9 quando teremos apenas boys bombados e minas photoshopadas como<br \/>\nrefer\u00eancia de beleza? Como criar mais narrativas sobre beleza gorda na nossa comunidade?<br \/>\n#NoFats Nossa comunidade tem autoestima cagada. No caso de homens gays, isso \u00e0s vezes<br \/>\ncria uma necessidade bem doida e narcisista de se adequar a um padr\u00e3o de corpo e rejeitar quem<br \/>\nn\u00e3o segue esse padr\u00e3o. D\u00e1 para ser malhada sem ser gordof\u00f3bica?<br \/>\n#TemGordoSeAmando O que pessoas gordas LGBTI+ t\u00eam feito para criar autoestima,<br \/>\nafeto e desejo?<br \/>\n#Gordo\u00c9SempreEspa\u00e7oso Como se constr\u00f3i o estere\u00f3tipo da pessoa gorda e como esse<br \/>\nestere\u00f3tipo reduz e violenta nossas subjetividades?<\/p>\n<p>Participantes<br \/>\n<strong>Bernardo Boechat\u00a0<\/strong>\u00e9 ativista body positive e anti-gordofobia. \u00c9 criador de conte\u00fado no \u201cBernardo Fala\u201d eempreendedor s\u00f3cio da \u201cToda Grandona\u201d.<br \/>\n<strong>Eric Oliveira\u00a0<\/strong>Jovem ativista, diretor de arte, performer, dj e produtor cultural criador da festa Chernobyl, formado em eventos pela escola t\u00e9cnica de S\u00e3o Paulo &#8211; Etesp.<br \/>\n<strong>Bia Gremion\u00a0<\/strong>Militante e modelo plus size s\u00f3 que gorda.<br \/>\n<strong>Mag\u00f4 Tonhon (Media\u00e7\u00e3o):<\/strong><br \/>\n\u00c9 antes de tudo gorda, com pretens\u00e3o de ser IMENSA de gorda. N\u00e3o \u00e9 cis. Taurina, arquiteta urbanista conclui daqui<br \/>\na alguns dias o mestrado em filosofia. Pirot\u00e9cnica em estrat\u00e9gia idolatra a d\u00favida e detesta mini-bios.<\/p>\n<p><strong>Porque o c\u00e9u n\u00e3o \u00e9 trans free? Uma mesa sobre<\/strong><br \/>\n<strong>espiritualidade T<\/strong><br \/>\nDEBATE<br \/>\nOs corpos LGBTI+ s\u00e3o sempre colocados como as grandes amea\u00e7as dos valores crist\u00e3os \u2013 mais<br \/>\nespecialmente os das pessoas trans. Excomungades, blasfemades e amaldi\u00e7oades, corpos Ts desde cedo t\u00eam seu direito \u00e0 espiritualidade negado. Por\u00e9m, emerge um movimento de artistas trans que promove um resgate espiritual da transgeneridade, repensando s\u00edmbolos religiosos e reinterpretando as narrativas sagradas.<\/p>\n<p>#AlmaTrans O cristianismo \u00e9 a religi\u00e3o mais popular da Am\u00e9rica Latina. Por que corpos trans<br \/>\nn\u00e3o t\u00eam representatividade no \u00e2mbito do sagrado crist\u00e3o?<br \/>\n#AcessoAoPara\u00edso Quem decide quais corpos ser\u00e3o adorados e quais ser\u00e3o demonizados?<br \/>\n#ExCrente Como se d\u00e1 a espiritualidade de LGBTIs que nasceram em fam\u00edlias evang\u00e9licas,<br \/>\nmas hoje n\u00e3o comungam a mesma f\u00e9?<br \/>\n#BancadaEvang\u00e9lica #PaiPorQueMeAbandonaste Como pol\u00edticos evang\u00e9licos<br \/>\nfundamentalistas e suas narrativas influenciam o imagin\u00e1rio coletivo das fam\u00edlias brasileiras?<br \/>\n#JesusTrans Por que a cisgeneridade pira quando v\u00ea pessoas trans interpretando a maior<br \/>\ndivindade do ocidente?<\/p>\n<p>Participantes<br \/>\n<strong>Alice Guel\u00a0<\/strong>Cantora e compositora, moedla e bailarina.<br \/>\n<strong>Al\u00e9xia\u00a0<\/strong>Transformista Drag, transformista, ator e bailarino.<br \/>\n<strong>Ariel Nobre<\/strong> <strong>(Media\u00e7\u00e3o)<\/strong>: \u00c9 transvivo. Artista visual e consultor em diversidade.<\/p>\n<p><strong>Queer ou Pajub\u00e1: Processos de descoloniza\u00e7\u00e3o\u00a0<\/strong><strong>LGBTI+ no Brasil<\/strong><br \/>\nDEBATE<br \/>\nDia da Consci\u00eancia Negra \u00e9 dia de falar de descoloniza\u00e7\u00e3o dentro da comunidade LGBTI+. Porque, ainda que \u201cqueer\u201d j\u00e1 seja uma teoria incorporada no l\u00e9xico LGBTI+ brasileiro, ela ainda \u00e9 traduzida a partir de refer\u00eancias gringas (e brancas), que colonizam os corpos LGBTI+ e n\u00e3o encaixam com as nossas realidades translesviadas brasileiras. Como descolonizar a realidade cultural LGBTI+ no Brasil, ainda que reconhecendo os atravessamentos da gringa? Como traduzir queer pro pajub\u00e1?<\/p>\n<p>#Influ\u00eanciasGringas Como a nossa pr\u00f3pria dissid\u00eancia se comunica com dissid\u00eancias gringas?<br \/>\nEm que momentos se distanciam? Como separar a joia da triga?<br \/>\n#PretasLGBT Quando o uso mal-traduzido do queer embranquece e cria chagas entre as<br \/>\nnarrativas LGBTI+ e negra?<br \/>\n#EsteticaQueer Quem s\u00e3o os \u201cqueers\u201d capaze$ de produzir est\u00e9tica (cinema, moda, fotografia,<br \/>\netc) e que est\u00e9ticas s\u00e3o essas? Como ir al\u00e9m da l\u00f3gica sujeito\/objeto? Como pol\u00edticas afirmativas<br \/>\npodem furar essa l\u00f3gica?<br \/>\n#ArtePerif\u00e9ricaLGBT Como LGBTIs da periferia de S\u00e3o Paulo se reinventam e criam espa\u00e7os<br \/>\nposs\u00edveis para viver e criar cultura?<br \/>\n#LGBTrefugiade Como brasileires est\u00e3o recebendo refugiados LGBTI+? Quais s\u00e3o os conflitos<br \/>\nentre LGBTIs paulistanos e imigrantes? Como a necessidade de mudan\u00e7a no outro nos desloca<br \/>\nfrente \u00e0s nossas migra\u00e7\u00f5es for\u00e7adas, como ser expulso de casa ou de espa\u00e7os de trabalho? O que nosconecta ? Ser imigrante LGBTI \u00e9 ser \u201co outro do outro\u201d? Quais os caminhos para LGBTI+ que lutam pordireitos e quais s\u00e3o as necessidades mais urgentes?<\/p>\n<p>Participantes<br \/>\n<strong>MC Dellacroix:<\/strong> \u00c9 preta, perif\u00e9rica, travesti, multi-artista e voz emergente do queer rap nacional. Transborda as classifica\u00e7\u00f5es de<br \/>\ng\u00eanero e tamb\u00e9m art\u00edsticas, ao espalhar sua resist\u00eancia em diferentes linguagens: m\u00fasica, dan\u00e7a, performance,moda, discurso, fervo &amp; atrake.<br \/>\n<strong>Flor\u00eancia Transformista:\u00a0<\/strong>Artista transformista imigrante Boliviana LGBTI+, residente em SP a 4 anos,costureira de perucas na Estoril perucas, volunt\u00e1ria da ONG pela Vidda, atuando com seu personagem une os LGBT\u2019s de diferentes nacionalidades dando.<br \/>\n<strong>Isaac Silva:\u00a0<\/strong>Estilista empreendedor, formado em Designer e Gest\u00e3o de moda e Tecn\u00f3logo em produ\u00e7\u00e3o do vestu\u00e1rio pelo<br \/>\nSENAI -SP , A moda que estilista faz \u00e9 real trazendo pessoas reais para a moda.<br \/>\n<strong>Neon Cunha:\u00a0<\/strong>Mulher negra, amer\u00edndia e transg\u00eanera. \u00c9 publicit\u00e1ria e ativista independente, atuando junto a Marcha das Mulheres<br \/>\nNegra de SP.<br \/>\n<strong>Bru Lopes (Media\u00e7\u00e3o)<\/strong>:<br \/>\nAtriz monstra trans mestre em profana\u00e7\u00f5es e perspectivas feministas.<\/p>\n<p><strong>Vai ter I na sigla, SIM: visibilidade intersexo<\/strong><br \/>\n<strong>para ontem!<\/strong><br \/>\nDEBATE<br \/>\nEu quero visibilidade intersexo na minha mesa at\u00e9 as 17h! Como \u00e9 poss\u00edvel que muita gente da nossa comunidade ainda nem saiba o que representa a letra I na nossa sigla? Por que isso \u00e9 urgente?<br \/>\n#MasAfinal\u2026 Se voc\u00ea achou que a gente ia terminar essa hashtag de um jeito u\u00f3<br \/>\nporque n\u00e3o sabe nem o que \u00e9 uma identidade intersexo, essa mesa \u00e9 obrigat\u00f3ria!<br \/>\n#ContratosEsp\u00farios Como funciona o pacto entre m\u00e9dico e fam\u00edlia para enquadrar<br \/>\numa pessoa intersexo como homem ou mulher? Como isso ajuda a invisibilizar essa<br \/>\npopula\u00e7\u00e3o?<br \/>\n#AprendaOTermoCorreto Por que o termo \u201chermafrodita\u201d \u00e9 ofensivo e<br \/>\nestigmatizante?<br \/>\n#Existem42Tipos S\u00e3o mais de quarenta tipos diferentes de intersexualidade, sabia?a<br \/>\nmaior divindade do ocidente?<\/p>\n<p>Participantes<br \/>\n<strong>Carlos Henrique de Oliveira:\u00a0<\/strong>Mestrando em Ci\u00eancias Humanas e Sociais, Militante do coletivo Loka de Efavirenz, da Rede de Jovens SP+ e da Resist\u00eancia\/PSOL<br \/>\n<strong>Patricia Gorisch:\u00a0<\/strong>Cofundadora e Diretora Jur\u00eddica da ABRAFH, Coautora do livro Intersexo.<br \/>\n<strong>Alex Ballestrin: <\/strong>Pessoa intersexo e transmasculina, ativista independente pelos Direitos Humanos.<br \/>\n<strong>Andre Fischer<\/strong> (Media\u00e7\u00e3o):\u00a0Diretor do Festival MixBrasil.<\/p>\n<p><strong>Velhices LGBTI+: envelhecendo como LGBTI+,<\/strong><br \/>\n<strong>narrativas, resist\u00eancias e transforma\u00e7\u00f5es sociais<\/strong><br \/>\nDEBATE + OFICINA<br \/>\nNos \u00faltimos anos t\u00eam aumentado as investiga\u00e7\u00f5es multidisciplinares sobre envelhecimentos, velhices e diversidade sexual e de g\u00eanero, e tamb\u00e9m tem sido maior a visibilidade e o interesse acad\u00eamico, ativista, de m\u00faltiplos ve\u00edculos da m\u00eddia e de agentes variados do Estado sobre o tema das velhices LGBTI+ (l\u00e9sbicas, gays, bissexuais, transg\u00eaneros, transexuais, travestis, intersexuais, entre outros sujeitos). Considerando igualmente o r\u00e1pido avan\u00e7o do envelhecimento populacional brasileiro e as altera\u00e7\u00f5e na pir\u00e2mide et\u00e1ria e demogr\u00e1fica nacional, uma parcela significativa desse montante populacional nos pr\u00f3ximos anos chegar\u00e1 na velhice se identificando como LGBTI e outras identidades dissidentes em termos de g\u00eanero e sexualidade. Com essas quest\u00f5es em mente, essa mesa se prop\u00f5e a colocar<br \/>\nem di\u00e1logo as narrativas sobre o percurso biogr\u00e1fico de tr\u00eas ativistas LGBTs nos anos iniciais da velhice sobre os desafios do envelhecer.<br \/>\n#OrgulhoMaricona #OrgulhoFanchona Onde e como pessoas LGBTs descobrem espa\u00e7os de<br \/>\nencontro, afeto e autoestima?<br \/>\n#TransVive Como vivem as pessoas trans idosas, que sobreviveram a uma expectativa de vida de 35 anos e \u00e0s<br \/>\na\u00e7\u00f5es de exterm\u00ednio da ditadura dos anos 1980 (aka Opera\u00e7\u00e3o Tar\u00e2ntula)? Onde socializam e se reunem?<br \/>\n#Vi\u00e7ar\u00c9Viver Sua av\u00f3 tem vida sexual, e talvez seja com outras mulheres, t\u00e1? Sexualidade na velhice importa!<br \/>\n#MorrerOuEnvelhecer Qual a dificuldade da nossa comunidade em aceitar a velhice e como isso se relaciona com as taxas de mortalidade e viol\u00eancia LGBTf\u00f3bica?<br \/>\n#VelhiceEImagem A juventude LGBTI+ se v\u00ea velha? E quando se v\u00ea, como \u00e9 essa velhice?<\/p>\n<p>Participantes<br \/>\n<strong>Sissy Kelly\u00a0<\/strong>Ativista travesti defensora dos direitos humanos de mulheres transexuais, travestis, da terceira idade, soropositivos e<br \/>\nda popula\u00e7\u00e3o de rua.<br \/>\n<strong>Marcos Dupim\u00a0<\/strong>Enfermeiro aposentado. Ativista dos direitos da pessoa idosa LGBT.<br \/>\n<strong>Dora Cudignola\u00a0<\/strong>Ativista dos direitos da mulher l\u00e9sbica idosa.<br \/>\n<strong>Carlos Eduardo Henning<\/strong> (Media\u00e7\u00e3o):<br \/>\nAntrop\u00f3logo, professor e pesquisador do Ser-T\u00e3o (N\u00facleo de Pesquisa, Ensino e Extens\u00e3o em G\u00eanero e Sexualidade), do NEPEV (N\u00facleo de Ensino, Pesquisa e Extens\u00e3o em Envelhecimento), e do PPGAS da Universidade Federal de Goi\u00e1s.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Curadoria das mesas:\u00a0PAJUB\u00c1 + PERIFERIA TRANS + ETERNAMENTE SOU Nem um quilo a menos: contra a gordofobia no meio LGBTI+ DEBATE Muito se pergunta: \u201cVoc\u00ea beijaria uma pessoa gorda?\u201d. Mas talvez a pergunta correta seja: \u201cUma pessoa gorda beijaria voc\u00ea?\u201d. 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